Dia das mulheres

Voltando a falar de música hoje. Sentei para trabalhar na minha cadeira e peguei meus cd's na mão, procurando o que ouvir nesse dia chuvoso de Joinville. Passava-os, um por um, nada pulava e chamava atenção aos meus olhos e, eu juro, não queria acabar escolhendo algo aleatório em rádios online hj. Então olhei para uma mídia e estava escrito, com as minhas belas letras tortas, Billie Holiday: havia encontrado o meu destino!
Não sei porque, e juro que não é nenhum tipo de preconceito, não gosto de mulheres cantando! Não consigo ouvir, acho chato, irritante e logo pulo a faixa ou mesmo o álbum, por isso demorei tanto para conhecer essa mulher. Quando fiz o download (sim, sou um criminoso virtual) logo reparei que ela seria uma exceção a minha regra porque achei tudo perfeito do início ao fim! Não me recordo agora qual o álbum tenho, mas acredito ser uma espécie de "The best of...", músicas que, foram sim, uma paixão a primeira vista.

Então, no mesmo dia, resolvi entrar mais a fundo nesse mundo feminino de música negra estadunidense. Procurando em sites como wikipédia, fui olhando a história do jazz e do blues, atrás de grandes nomes que pudesse encontrar no espaço virtual e, desse modo, acabei conhecendo Alberta Hunter. Nesse exato momento é ela que preenche o silêncio aqui no departamento vazio. Apesar de estilo parecido, é sensível a diferença entre essas duas mulheres. Posso (e é bem provavel que esteja) estar falando bobagem, mas enquanto Billie Holiday passa uma melancolia até em suas músicas mais animadas, cada nota da voz rouca de Alberta Hunter traz uma alegria e uma instrospecção que me falta conhecimento musical e poético para transcrever.

São duas mulheres que, acreditem, vale a pena ouvir! E quem diz isso é alguém que até hoje não consegue ouvir muitas músicas de Mercedes Sosa, apesar de reconhecer toda a qualidade dessa cantora. Duas mulheres que provam que música lenta e introspectiva não é sinal de tristeza, nem que uma bateria bem marcada seja um convite para a dança e trazem na voz toda a luta negra americana do começo do século XX.

Um comentário:

maikon disse...

seu machista escroto
ahahaa