Atitudes democráticas não doem

Ontem, 14/08, nós aqui do curso de História tivemos uma prática democrática que deveria servir de exemplo para toda a instituição. A reunião do Colegiado Acadêmico que, por conta de um estatuto defasado, conta legalmente apenas com a participação do Centro Acadêmico como representação estudantil, foi aberto para a participação de todos os estudantes que tivessem interesse. Preocupa-me o fato da decisão de abrir a reunião ter sido tirada a portas fechadas, sem ao menos a participação estatutária prevista, mas o que aconteceu depois supera esse pequeno inconveniente.

Estávamos todos sentados na sala como iguais, ouvindo as mudanças que a UNIVILLE encontrou para manter as licenciaturas vivas e, depois, discutindo sobre alguns detalhes da futura grade curricular. Foi algo lindo! Foi um momento, pelo menos para mim, que marcará minha vida acadêmica e que ajudou no fôlego para completar esse ano.

Tudo o que nós estudantes queremos é exatamente isso: ser parte da instituição, viver esse ambiente, estar “conectado” a esse “universo” de uma maneira real, não apenas pelo boleto bancário. Somos tão parte desse grupo quanto os zeladores, professores e outros profissionais que contribuem para o funcionamento da UNIVILLE, mas na grande maioria das vezes não nos dão esse direito. Por muitas vezes criticamos o Ensino à Distância, mas, mesmo lado a lado, acabamos afastados. A mudança da grade curricular não afetará diretamente nós que aqui já estamos, mas somos parte disso aqui e queremos estar juntos ajudando a construir uma universidade melhor e, por conseqüência, adquirindo experiências e conhecimentos que nenhuma sala de aula poderá fornecer.

O que aconteceu ontem tem que servir de lição para todos nós, pois é possível tomar atitudes democráticas e elas não machucam! São mais cansativas, mas não doem! Ainda vejo problemas, pois acredito que esses diálogos abertos ontem sobre as mudanças nas licenciaturas, deveriam estar sendo acompanhadas pelos acadêmicos desde o início, mas isso já é passado e devemos nos atentar a crescer a partir do acontecimento de ontem. E tomara que atitudes como essas passem a ser, definitivamente, a prática dessa universidade.

Um comentário:

Bruno Bello disse...

Foi um momento louvável,mas ,por outro lado,qual o real tamanho desse espaço aberto aos acadêmicos ?Afinal,pelo que consta no ultrapassado estatuto,só os representantes podem votar,e ainda assim representam 30% em uma decisão,ou seja,num cálculo básico sabemos que na prática nosso voto não tem espaço,ou função !
O debate é importante,mas, não vamos esquecer que na história é constante o uso da falsa representação democrática.É sempre satisfatório ao poder ceder pequenos espaços de opinião para acalmar a população!