Pela vontade de escrever

Tenho a péssima característica de não conseguir imprimir uma rotina em minha vida. Não que eu acredite que a vida deva ser pautada em repetições, mas a minha falta de ritmo diário atrapalha um pouco, e me frustra quando o assunto é minha produção escrita, visto que gostaria de escrever mais para, quem sabe um dia, escrever melhor!

Ontem à noite, acompanhando um programa do canal “Esporte Interativo” entrei em contato com uma história da vida de Nelson Rodrigues. Mesmo dias antes da morte e sem nem mesmo conseguir juntar forças para datilografar, sentia-se com a obrigação de escrever uma crônica após a vitória do seu clube, o Fluminense. A história foi narrada pelo seu filho, Nelson Rodrigues Filho, e emocionou a todos que estavam no programa e, confesso, um pouco a mim.

Emocionou-me não tanto pelo pessoa de Nelson Rodrigues e muito menos pelo clube em questão, mas pela vontade de escrever que o barbudo filho do escritor mostrou na narrativa. Ele queria escrever, ele queria fazer, ele queria mostrar e registrar o que estava sentindo naqueles instantes. Eu queria ser assim.

Normalmente eu só consigo escrever quando algo me irrita ou quando não estou em um dia muito feliz. Minha doce e linda companheira Priscila sempre diz que morre de medo de receber uma carta minha, porque possivelmente eu estarei nervoso quando a escrevi. Piadas a parte, escrever é um ato de extrema coragem, porque é registrar algo, posicionar-se e dar a cara a bater, visto que sempre se corre o risco de compor alguma baboseira e, eu queria, modéstia a parte, ser corajoso todos os dias.

Termino essa minuta dizendo que comecei a escrever meu blog inspirado em meu companheiro Maikon, e que quase caí da cadeira quando o vi outro dia ameaçando parar de fazer suas atualizações. Sei que ele não fará isso, pois sinto nele o amor pela escrita que tenho em mim e que, de maneira tão bonita, foi narrada ontem à noite na televisão, e que tem se espalhado em meio a nossas amizades, como companheiro Alberto e Sr. Ferrari, entre outros.


Desculpe-me Maikon em te comparar a Nelson Rodrigues, mas estava me referindo a vontade de escrever, não à pessoa! Beijocas!

4 comentários:

o Cheff disse...

Cara, acho que tem um ingrediente aí que tem que fazer parte, se não não rola: A diversão.
Tem que gostar de botar as idéias pra fora, seja qual for a forma literária escolhida.
Algumas vezes começo a escrever e penso em um personagem, a idéia na cabeça é uma, quando o personagem toma forma ele vai indo para outro lugar, e isso é muito divertido.
Na última tentativa de crônica (ou conto, sei lá, nunca sei a diferença) o personagem principal era uma moça recatada que iria sair pela primeira vez, aí o negócio foi para outra direção, no final não era nada do que eu havia pensado, e foi gostoso.
Eu escrevi para o Maikon sobre o nosso tiozinho da história nova (Bloch), que dizia que mesmo que a História não servisse para nada, não dá para negar que ela diverte, e muito.
Penso que escrever tem que ser assim também.
Um abraço.

Território Nenhum disse...

Meu Caro,
Escrever para mim é um pouco parecido com o que vc disse, escrevo sob pressão...


Acho que não o conheço pessoalmente mas temos amigos em comum! Poderemos trocar idéias nestes espaço de blog.

abraço

Anônimo disse...

As empresas têm meta e missão. Eu não sou mais uma empresa, mas estabeleci como missão: enfiar as pessoas no mundo dos blogues. E a meta: colocar no mínimo dois por ano. Bem, to no caminho certo, já que por inspiração ou por autoritarismo tenho realizado tanto a minha meta e a minha missão. Hahaha

Eu não gosto do Nelson Rodrigues, apesar de reconhecer o valor dele e ter aproveitando mto adaptação da montagem da “Engraçadinha”, se é que vcs entenderam.

O meu objetivo com o blogue nem era expor a minha visão de mundo, era simplesmente melhorar a minha escrita. Veja que cheguei ao meu ponto máximo de melhora, daqui não vou sair. Não tenho uma escrita criativa. De acordo com a tal realidade fiz como objetivo que o Vivo Na Cidade fosse um fórum virtual, mas isso acontece de maneira fraquinha, já que sempre é o Alberto, o Filipe e você (agora o Izaías entrou na jogada). Eu queria um bando de reaças escrevendo comentários odiosos, inspirando mais postagens ou até mesmo petistas apaixonados, dedicados e cegos..... mas isso não ocorre. Então, passei a possuir um novo objetivo: publicar no Vivo na cidade simplesmente por publicar, estando mergulhado num poço de raiva ou remendo contra a maré chei da mais bela esperança libertária.

Abraço
Maikon k.
www.vivonacidade.blogspot.
P.S Neander, o tratamento de companheiro inclui manter relações amorosas com vc ¿ Caso a resposta seja sim, pode riscar o meu nome da lista dos companheiros.

Filipe Ferrari disse...

Cara, é sacanagem comparar o Mk com o Nelson Rodrigues, o cabeça é vascaíno! Não ofende também, porra!

Merdas à parte, eu me senti contemplado no que tu escreveu, mas o meu caso, nem é a raixa um "combustível propulsor" para a escrita, mas sim a pura vontade. Também me acredito necessário de uma rotina, mas não como repetição, como você denotou, mas numa tentativa de disciplina, como meio de organização de vida, para um melhor aproveitamento do tempo (quando há tempo demais, há desorganização demais também, haha)!

Abraço!

ps: desde a "Engraçadinha" eu sou apaixonado pela Alessandra Negrini...