Semana de História

Começou ontem a Semana de História. A nossa apresentação foi bem, esqueci algumas falas em determinados momentos, mas acho que no geral foi bem divertido para nós e para quem assistiu. Hoje começam as mesas.
Há no ar uma desconfiança de que possa imperar um clima de nostalgia nessa semana, mas eu acredito que não. Talvez pelo tema tão cronológicamente próximo, ou talvez pelo estudante de história ainda se sentir, acima de tudo, um militante da verdade e da justiça, ou simplesmente pela coincidência de uma grande maioria gostar do tema proposto, sinto que as discussões podem tomar corpo, e acabar gerando bons questionamentos.
Hoje a noite tem mais e, pelo motivo qual for, a participação do estudante é indispensável para não deixar se criar o clima nostálgico.

2 comentários:

maikon disse...

O que sinto como nostalgia:

A distância de qqr mesa ou simplesmente uma fala sobre as práticas contra a ordem nos dias de hoje.

Afinal, não podemos esquecer que discursos e práticas dignas aos tais "anos de chumbo" ainda se fazem presente.

Na cidade ainda se escuta: "O que os agentes de saúde na manifestação contra a prefeitura?" Um tal prefeito.

Na cidade os militantes do passe livre ainda são presos pela Policia e perseguidos por seguranças das empresas de transporte coletivo.

Na cidade mulheres são distanadas a situação de violência constante, seja na casa ou no local de trabalho.

Na cidade trabalhadores que buscam enfatizar uma opisião operária aos sindicatos ainda estão em riscos de demissão e perseguições e agressões fisicas.

Na cidade professora ainda diz que as coisas são como são pq estão no Estatuto, assim buscando desacreditar a critica estudantil.

e assim vai....

Talvez enquanto não discutimos o passado naquele sistema de vai e volta "defendido pela professora Ilanil" ainda estaremos próximos a nostalgia.

www.vivonacidade.blogspot.com

neander disse...

Pois então, eu não tenho sentido essa falta, pelo menos no discurso da professora Marta quando estava buscando as pessoas a participar.
Ontem não foi nostalgia o que nós fizemos, foi uma leitura bem diferente da música na Ditadura.
E o que acredito mais fortemente é que é a participação dos estudantes no debate também pode impedir que se caia na nostalgia.