Projeto de ensino - América Latina


As leituras que têm povoado a minha cabeça nos últimos dias têm sido quase que exclusivamente sobre América Latina. Projeto de ensino acaba com a vida da gente. Resumidamente: eu tinha me preparado para falar sobre o imperialismo estadunidense, só que o fato de ter que dar quase um mês e meio de aula fez com que eu tivesse que abrir um pouco o leque de conteúdo, sendo assim vou falar sobre toda a história americana, e isso está complicado.


Enfim, mas meu texto aqui não tem nada a ver com minhas agruras de estudante, mas sim com a tal América Latina. Toda a minha proposta passa por estudar esse continente, principalmente a parte de colonização ibérica, a partir do nosso olhar e não do ponto de vista europeu. Penso em começar a primeira aula com essa discussão, mas nesse momento eu me deparo com um problema que é o seguinte: chamar essa parte de terras compreendidas ao sul da fronteira dos Estados Unidos com o México pelo nome de América Latina já é um olhar europeu! Afinal, os tais latinos que “caracterizam” esse território são um povo do “Velho Continente”.


Tudo bem, então esse conceito não serve. Pensei em América de colonização ibérica, como já coloquei acima. Mas a península Ibérica também fica na Europa, não muda a circunstância. Território americano de fala não inglesa também não serve, porque além de grande demais não muda a situação. Então, que terra é essa?


Pensando nesses problemas, um número enorme de questões me ocorre. Talvez América Latina não seja um termo tão eurocêntrico, pois foi o que essa terra se tornou depois da miscigenação entre os brancos e os indígenas. Mas que mistura é essa onde uma etnia subjuga a outra? E até mesmo até que ponto houve mesmo essa embaralhar de “raças” se fazemos questão de nos dizer descendentes de europeus ou descendentes de indígenas, criando dois grupos com limites bem definidos? No máximo se escuta: “sou mais índio do que branco”, ou o contrário. Então, que terra é essa?


O pior disso tudo é que, daqui uns meses, darei aula sobre isso. Talvez chegar com tantas dúvidas em uma sala de aula seja um ponto positivo do meu projeto de ensino, mas confesso que para alguém que nunca deu aula na vida antes, essas confusões causam uma insegurança muito forte.

2 comentários:

maikon disse...

cara.
entrar na sala de aula com a pressão do estágio é mto sacana. Vc pode tá com amplo dominio do conteudo, problemas e metodologia de ensino. Mas toda essa atmosfera do estágio deixa qqr pessoa honesta com as pernas bambas.
mas vai com a fé em cristo que tudo se resolve
hehehehe
maikon k.
www.vivonacidade.blogspot.com

Cibele disse...

ai, nem fale. li até o caralho de vargas e me sinto o cu dele.
nossa, q frase feia.